quarta-feira, 18 de julho de 2007

White Oleander - A Flor Do Mal (2002)

Amor De Mãe

Uma agradável surpresa que quase ninguém viu. É triste, mas é a realidade. "A Flor Do Mal" é um equilibrado drama, realizado por Peter Kominsky e conta a história da ligação sofrida entre uma mãe e a sua filha. A manipuladora Ingrid é presa por ter morto o seu amante. Apesar desse facto, ela ainda consegue controlar a vida da sua filha de 15 anos, Astrid. Esta será confrontada com uma jornada errante (que inclui vários lares adoptivos) e com uma permanente luta pela independência face ao excessivo e nocivo controlo da sua mãe. Estas são as bases para um filme emocional, baseado no livro de Janet Fitch, "White Oleander". Estamos no domínio das relações afectivas e de todas as suas componentes, sem nunca descambar nos esquematismos que tanto caracterizam as telenovelas e outros produtos. O facto do elenco ser quase todo feminino ajuda a filtrar essa vaga de emoções e, verdade seja dita, reina aqui um cast de luxo: Michelle Pfeiffer (bela e a má da fita), Renée Zellweger, Robin Wright Penn e uma surpreendente Alison Lohman. Tudo neste filme é executado com uma maturidade e serenidade de pasmar, logo não há espaço para as lamechices que costumam ser ponto fulcral neste género de obras. Ainda bem que assim é e este "A Flor Do Mal" só ganha com isso.


Classificação: 4/5

5 comentários:

Betty Coltrane disse...

Ouvi críticas muito boas a este filme. Estou curiosa! =)

curse of millhaven disse...

deste nunca tinha ouvido falar...

niskas disse...

Sim, de facto uma grande filme..concordo com a classificação.

Valéria Lisbôa disse...

Sou encantada com a delicadeza na abordagem de uma relação tão difícil entre Ingrid e Astrid. Algo destrutivo, mas de final positivo, demonstrando que se pode sobreviver após conviver com uma mãe praticamente psicótica. Já assisti por cinco vezes e a película é bem dirigida, os ambientes bem decorados e apropriados, além da música absolutamente encantadora. Sem dúvida entrou para o rol dos meus filmes favoritos!

Valéria Lisbôa disse...

Sou encantada com a delicadeza na abordagem de uma relação tão difícil entre Ingrid e Astrid. Algo destrutivo, mas de final positivo, demonstrando que se pode sobreviver após conviver com uma mãe praticamente psicótica. Já assisti por cinco vezes e a película é bem dirigida, os ambientes bem decorados e apropriados, além da música absolutamente encantadora. Sem dúvida entrou para o rol dos meus filmes favoritos!