terça-feira, 11 de março de 2008

Críticas à Pressão...



- Proof - Entre o Génio e a Loucura: 3/5

- Cop Land - Zona Exclusiva: 2/5

- Moonlight Mile - Sonhos Desfeitos: 3/5

segunda-feira, 10 de março de 2008

Once (2007)

Conta Comigo

Once é um daqueles pequenos grandes filmes com uma alma tão vibrante que nos conquistam sem estarmos à espera. Aplaudido pela crítica, este projecto forjado no seio independente e realizado por John Carney adquiriu o estatuto de culto instantâneo e, de facto, merece-o na sua totalidade. O filme foi uma das grandes surpresas do ano na cerimónia dos Óscares, ao vencer na categoria de melhor canção original com o tema Falling Slowly (as estatuetas foram entregues aos compositores e intérpretes, Glen Hansard e Markéta Irglová, que são também o par protagonista da fita).

Once é um conto urbano e contemporâneo que revisita a matriz do musical, renegando a habitual componente onírica e espectacular desse universo. Sem recorrer a artifícios decorativistas e de realização, Carney leva o seu filme para o domínio do realismo, criando uma espécie de "musical de rua" habitado por pessoas comuns, que padecem dos problemas do quotidiano. O argumento baseia-se na visão realista e esperançosa de duas pessoas (das quais nunca ficamos a saber o nome) que encontram um elo em comum: a paixão pela música. Ele é um trintão que toca e canta nas ruas de Dublin por umas simples esmolas, acalentando o desejo de assinar um contrato discográfico; ela é uma emigrante checa, divorciada e mãe de uma menina, que se exprime através do piano e das cantorias. Entre eles nasce uma amizade muito especial, em que a música é a figura principal, com poder suficiente para fazer com que estas almas gémeas alimentem a esperança mútua e ultrapassem algumas agruras da vida.

A crueza da realização confere ao filme uma nota de voyeurismo muito convincente, sem que isto signifique que impere a banalidade emocional. Na verdade, o par central é composto por não-actores, mas isso não se pressente no filme, tanto mais que ambos se entregam honestamente aos seus papéis. O que resulta é uma química intensa que não perde nada na comparação com o trabalho de actores bem experientes. Para além disto, a banda-sonora que atravessa Once é um mimo viciante, que dá vontade de ir a correr comprar o disco. Compensando os poucos diálogos, as músicas destacam-se pela excelente qualidade das letras e pela transparência com que fazem sobressair as belas vozes que as interpretam.

Como quem não quer a coisa, surge assim um musical que realmente reinventa o género, primando pela simplicidade e dando um brilho especial a pessoas com quem já nos cruzámos de certeza. Basta ir na rua e abrir os olhos. Melhor: basta abrir o coração e deixar a música fluir.


Classificação: 4/5

sexta-feira, 7 de março de 2008

Fim-de-Semana...



- A Guerra Das Rosas, Sábado, Hollywood, 17h00;

- Mr. and Mrs. Smith, Sábado, TVI, 17h40;

- Um Longo Domingo de Noivado, Sábado, RTP2, 23h35.

quinta-feira, 6 de março de 2008

A (Re)Descobrir...


Tigerland - Teste Final (2000):"Tigerland" é uma das últimas grandes obras do irregular realizador Joel Schumacher (autor de Batman e Robin, Tempo de Matar e Cabine Telefónica). Trata-se de uma produção de baixo orçamento que reflecte sobre um tema já muito focado pela indústria cinematográfica norte-americana, mas que mesmo assim consegue incutir-lhe outra roupagem. Contando com um elenco jovem e algo desconhecido na altura (este é um dos primeiros trabalhos de representação de Colin Farrell), Schumacher ensaia o desespero e a angústia de um grupo de jovens que tem de estar disponível para um universo que não lhes é totalmente perceptível: a guerra no Vietname. O título do filme está relacionado com um campo de treino onde esses soldados americanos podem encontrar um reflexo geográfico daquele que irão presenciar nas florestas vietnamitas. Com bons desempenhos e uma fotografia sufocante, "Tigerland" torna-se uma proposta irrecusável para quem aprecia diferentes perspectivas sobre a mesma temática. Cá foi lançado directamente em DVD...

quarta-feira, 5 de março de 2008

The Nanny Diaries - Diário de Uma Nanny (2007)

Uma Ama à beira de um ataque de nervos...

Depois do sucesso crítico alcançado com o excelente "American Splendor", a dupla Shari Springer Berman e Robert Pulcini atirou-se de cabeça para um projecto de cariz adolescente, que mistura desequilibradamente a comédia satírica com o melodrama light. A base foi a obra de Emma McLaughlin e Nicola Kraus e o resultado é "The Nanny Diaries", que apresenta uma Scarlett Johansson fresca e dinâmica decidida a provar que consegue demonstrar o seu talento em vários registos. A actriz interpreta Annie Braddock, uma recém-licenciada apaixonada por antropologia que aceita um trabalho como baby-sitter para uma família abastada da implacável sociedade nova-iorquina (família que ela deliciosamente denomina de "X's"). Inicialmente, Annie assume o seu trabalho como um estudo científico, que lhe permite analisar pessoas, rituais e ambientes. Mas ao ser conquistada pelo petiz aos seus cuidados, Annie deixa-se absorver pelo seu exigente cargo, permitindo os mais variados abusos por parte do Casal "X". "The Nanny Diaries" surge na senda do famoso "O Diabo Veste Prada", sendo quase uma cópia desse fraco filme. Vejamos as semelhanças: rapariga culta e desempoeirada consegue emprego num meio supostamente glamouroso, radicalmente diferente do seu ambiente natural. Enquanto sua as estopinhas para cumprir as suas funções, atura uma patroa tirânica e egocêntrica e vai perdendo contacto com familiares e amigos. Tiro e queda! Mas mesmo assim, faço justiça a "The Nanny Diaries" por possuir um charme próprio que nos conquista sem estarmos à espera. O filme começa muito bem, com soluções criativas originais que apelam aos terrenos da fábula. O aplicar da observação antropológica ao universo cosmopolita da protagonista então é um achado certeiro. É pena é que essa criatividade não dure muito tempo, pois à medida que a narrativa se desenrola o encanto vai-se esfumando. O filme sabe que está a andar sobre clichés e o curioso é que parece não se querer importar com esse facto. Aliado a isto está a indecisão na escolha do tom: não se percebe bem se o objectivo é ser uma sátira ou um melodrama. Para sátira falta-lhe acidez; para melodrama não é muito inventivo (chegando até a ser lamechas). Contas feitas, fica-se com um filme doce e modesto, que contém algumas boas cenas, a entrega jovial de Johansson e uma bela homenagem à eterna rainha das amas: Mary Poppins. Mas esperava-se mais do par que nos deu "American Splendor"...


Classificação: 2/5

terça-feira, 4 de março de 2008

O Bom, o Razoável e o Mau: Filmes Realizados Por Oliver Stone



O Bom: Natural Born Killers - Assassinos Natos (1994)


O Razoável: The Doors - O Mito De Uma Geração (1991)


O Mau: Alexander - Alexandre, o Grande (2004)


segunda-feira, 3 de março de 2008

TOP 5 Meryl Streep

1) The Bridges Of Madison County - As Pontes de Madison County (1995)


2) Sophie's Choice - A Escolha De Sofia (1982)

3) Out Of Africa - África Minha (1985)

4) The Hours - As Horas (2002)


5) Kramer Vs Kramer - Kramer Contra Kramer (1979)

É difícil fazer um TOP 5 desta actriz fabulosa...