quinta-feira, 12 de junho de 2008

Jodie Foster em Acção...

The Silence Of The Lambs - O Silêncio Dos Inocentes (1991)


Panic Room - Sala de Pânico (2002)


Flightplan - Pânico A Bordo (2005)




The Brave One - A Estranha Em Mim (2007)

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Ferris Bueller's Day Off - O Rei dos Gazeteiros (1986)

Um Dia em Grande!

Que é feito do talentoso argumentista e realizador John Hughes? Nos anos 80, Hughes era proclamado rei pela criação de filmes comerciais de grande qualidade que se direccionavam aos teenagers. Melhor ainda era a escrita do senhor, que sempre tratou a camada jovem com o que respeito que esta merece. Nos seus filmes, os adolescentes pensavam com inteligência, tinham problemas e no entanto não deixavam de ser muito divertidos, espontâneos e... reais! Lembremo-nos, por exemplo, do emblemático The Breakfast Club, o filme de Hughes que é uma autêntica pérola dos anos 80 e que representa bem a essência do "ser adolescente com miolos". Infelizmente essa época ficou perdida no tempo e actualmente somos presenteados com filmes teen pueris, irritantes e ocos. Apetece dizer: bons velhos tempos!

Ferris Bueller's Day Off toca num ponto nevrálgico de todos os que já passaram pela vida liceal. A saber: como arranjar desculpas para faltar às aulas e, mais importante, como aproveitar essas baldas da melhor forma possível? Ferris é o detentor das respostas. Decididamente o aluno mais popular da comunidade estudantil, Ferris é o típico miúdo com capa de santo à frente dos pais que na verdade é um mestre nas desculpas esfarrapadas para evitar um dia secante de matéria escolar. A sua popularidade é tal que todos o veneram e recorrem às suas artimanhas (a esquadra policial faz parte do grupo de fãs do jovem). Encostado à parede pelo número de faltas acumuladas, Ferris decide que já só se pode baldar um dia. E esse dia terá de ser memorável! Equipado com a namorada e com o perturbado amigo, Ferris decide aproveitar a "greve" ao máximo. O que ele não conta é com a perseguição obsessiva do director do liceu e da sua própria irmã, determinada a provar aos pais a verdadeira faceta de Ferris.

Esta é uma carta de amor à liberdade, à amizade e ao saborear da vida, antes da entrada definitiva no mundo dos adultos. Apesar de toda a loucura que é aqui semeada, o filme contém diálogos deliciosos e sentidos que reflectem o modo de pensar daqueles que se encontram nesta fase da vida. Ferris Bueller's Day Off foi um sucesso junto do público e crítica que deu a Matthew Broderick o papel que lhe lançou para o estrelato. Continua com uma imensa frescura, embora já se tenham passado 22 anos.


Classificação: 4/5

sexta-feira, 6 de junho de 2008

TOP 5 Julianne Moore

1) Far from Heaven - Longe do Paraíso (2002)


2) The Hours - As Horas (2002)


3) The End of the Affair - O Fim da Aventura (1999)


4) Boogie Nights - Jogos de Prazer (1997)


5) Magnolia (1999)


Algo me diz que a interpretação da senhora no muito aguardado Savage Grace irá dar as voltas a este TOP, mas até lá fica como está...

quinta-feira, 5 de junho de 2008

The Island - A Ilha (2005)

Perigo Iminente

Parece que Michael Bay está apostado a cumprir um único objectivo enquanto realizador: registar a maior dose de caos por filme, como que a querer cumprir uma qualquer quota. Basta lembrar, por exemplo, as desventuras dos dois Bad Boys e Armageddon. É certo e sabido que os argumentos às ordens de Bay são uma mera desculpa para filmar a acção desbragada, onde a alta velocidade mais enjoativa é rainha e a destruição massiva de tudo o que surge à frente é uma realidade incontornável. O fogo de artifício está empre presente, as perseguições são inevitáveis e a sensação de vazio é uma certeza absoluta. Para não variar, A Ilha não foge muito a este enquadramento.

Desta vez o realizador quis alterar um pouco o rumo das coisas, ao ceder a um argumento um pouco mais trabalhado do que é costume. Mas o esforço não valeu de muito, já que A Ilha pega numa temática interessante - a clonagem e respectivas complexidades e consequências - mas está-se completamente a borrifar para o aprofundar da mesma. É inevitável: Bay não está aqui preocupado com o desenvolvimento narrativo, tal como nunca esteve em nenhum dos seus outros projectos. Ainda assim, este é bem capaz de ser o seu filme com mais "sumo", apesar de tudo.

Passemos ao que interessa: situada num local remoto, encontra-se uma instalação hi-tech de grande beleza e de ambiente asséptico, que acolhe um considerável número de habitantes. Esta população, devidamente controlada por autoridades superiores, é ocasionalmente alvo de uma lotaria interna que premeia um dos habitantes com a ida para o destino mais que desejado. A saber: a Ilha, o último local do Mundo que não se encontra infectado e que corresponde inteiramente à noção de paraíso. Todos esperam a sua vez para se mudarem de malas e bagagens para lá, mas o habitante Lincoln Six-Echo começa a desconfiar da natureza dessa viagem. Quando a verdade sobre as identidades dos moradores vem ao de cima, Lincoln e a sua amiga Jordan Two-Delta escapam do complexo e são perseguidos implacavelmente pela forças de controlo...

A Ilha conta com excelentes valores de produção, traduzidos em cenários altamente sofisticados e equipamentos luxuosos. Ao nível do visual é inegável que se trata de um filme apelativo, mas nem isso foi o suficiente para atrair o público. A enorme aplicação monetária neste projecto não foi recompensada com lucro nas bilheteiras. De facto, A Ilha foi um fiasco monumental, um daqueles tipos de veneno que de vez em quando ataca o box-office norte-americano. A escolha do elenco soou a estranho desde o início, mas foi uma clara tentativa de aplicar prestígio a um produto rotineiro. Scarlett Johansson (cuja fotogenia é aqui celebrada entusiasticamente) e Ewan McGregor, actores normalmente ligados a filmes de menor orçamento e de maior qualidade, vão bem nos seus papéis, se bem que não lhes seja pedido para fazer muito mais do que correr o tempo todo.

É uma pena que o filme, para além de se perder na escolha do tom, cometa o erro de confundir correria tresloucada com intensidade emocional. Com tanta confusão visual a disparar de todos os lados, chega a ser estranho que o aborrecimento irrompa, mas é isso que acontece. Sem nada de particularmente memorável, fica-se com mais um thriller de acção descartável, influenciado por obras do passado, muito bonito mas com um teor demasiado light para deixar mossa (embora se use de um tema social e moralmente polémico).


Classificação: 1/5

terça-feira, 3 de junho de 2008

A (Re)Descobrir...


May (2002): Este conto psicológico muito negro relata o quotidiano de May, uma jovem marcada por uma infância traumática que apresenta sérias dificuldades de interacção social. Quando a sua boneca de louça (única amiga e confidente) se parte, May lança-se na criação de uma nova "companheira". O busílis é que a jovem começa a matar as pessoas com quem se cruza, recolhendo de cada vítima a sua melhor "parte" (mãos, pernas, braços, ...) e aplicando-a no seu projecto demente. Doentio mas também algo cómico, May é um indie de culto bem interpretado e realizado, onde a palavra 'originalidade' encaixa muito bem. O filme tem tudo para se tornar uma presença obrigatória nas sessões de cinema exibidas por altura do Halloween!

sábado, 31 de maio de 2008

American Splendor (2003)

Comics de uma Vida

Harvey Pekar, um neurótico com uma existência a roçar o caos, acumula relações falhadas, sobrevive numa casa em pantanas, colecciona discos antigos e tem um emprego não muito estimulante como arquivista. Entre uma e outra obsessão, Pekar decide auto-publicar uma revista de banda-desenhada chamada American Splendor, onde lhe é permitido inscrever e satirizar os malabarismos do seu quotidiano. Com a ajuda essencial do artista Robert Crumb, o homem comum da classe média americana passa assim a debruçar-se sobre as inquietações que o perseguem, a difícil conquista do amor, a formação de uma família e a sua luta contra uma doença devastadora.

Muito mais do que uma comédia offbeat sobre um eterno looser que não se importa de o ser, American Splendor é um brilhante retrato da obra e personalidade de um génio depressivo da cultura underground que encontrou na publicação das suas próprias comics a fonte de expressão artística máxima. O filme respeita inteiramente os moldes das BD's, integrando até essas especificidades na sua construção narrativa (há cenas que se deixam dominar pela estética e layout desse universo, com as personagens a surgirem desenhadas e com balões de texto a descrever o que se passa), o que resulta num delírio visual criativo.

Mas a dupla de realizadores não está interessada em traçar mais um biopic convencional de um artista alternativo, mesmo que este disponha de artifícios visuais que o distingam dos restantes. O inovador e interessante é que Shari Springer Berman e Robert Pulcini permitem que o verdadeiro Harvey Pekar faça alguns interlúdios para comentar determinadas situações ou até a performance de Paul Giamatti, que o interpreta de forma poderosa. No entanto, não é só Pekar quem brilha: também os outros visados na história têm tempo de antena para fazer as suas aparições e dizer de sua justiça.

Goste-se ou não de Pekar e do seu trabalho, a verdade é que American Splendor (um fulgurante sucesso indie que se fartou de arrecadar prémios) consegue conquistar pela sua veia criativa pululante, pela dose de comédia ácida e weird e ainda pelos seus momentos melodramáticos cativantes. É certo que a irreverência no campo formal compõe o ramalhete, mas o grande trunfo está mesmo no delicioso argumento. E no par de interpretações principais, da responsabilidade do já citado Giamatti e da subvalorizada Hope Davis.


Classificação: 4/5

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Desafio...

"Life is what happens to you while you're busy making other plans".

Acedi ao desafio da Betty Coltrane. O desafio consiste em arranjar uma frase que nos descreva e uma imagem que suporte essa mensagem. A frase deve conter o menor número de palavras possível (6 é o ideal).

Decidi escolher esta célebre frase de John Lennon, porque é um lema que me tem acompanhado ao longo dos anos. Lembra-me que devo apreciar todos os momentos da minha vida, as pessoas que fazem parte dela e afastar-me um pouco do caos, preocupações e hesitações que me possam constranger.

Passo o desafio a: